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Círculo do Graal - Moçambique

Despertai! Somente na convicção repousa a verdadeira crença, e a convicção só vem através de exames e análises irrestritas! Sede seres vivos na maravilhosa Criação de vosso Deus!

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Despertai! Somente na convicção repousa a verdadeira crença, e a convicção só vem através de exames e análises irrestritas! Sede seres vivos na maravilhosa Criação de vosso Deus!

Seg | 19.08.19

A paranóia do apocalipse

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Peter Thiel, o multimilionário dono da Paypal, comprou um bunker de luxo na Nova Zelândia, para sobreviver a uma hipotética catástrofe mundial. É um dos muitos ricos preocupados com um futuro aterrador que ninguém sabe o que será, mas que parece uma probabilidade cada vez mais inevitável.

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O Apocalipse é o último livro da Bíblia cristã e, como todos os textos evangélicos, há uma nunca esclarecida confusão sobre quem o escreveu, em nome de quem, e com que fins. Para não entrarmos aqui numa discussão teológica, fora das nossas capacidades e do interesse dos leitores, basta dizer que o conceito de Apocalipse envolve o fim do mundo duma forma violenta. Há versões em grego e aramaico, atribuídas ora a Pedro , ora a João, sendo que não foram escritas por nenhum deles – são os chamados textos pseudoepigráficos, uma palavra que o eminente classista Eduardo Lourenço considera ser uma forma bonita de dizer falsificações.

O que interessa é que, durante os primeiros tempos do cristianismo – até aos séculos II e IV, mais ou menos – enquanto se discutia e decidia o que deveriam ser as Escrituras oficiais, o Apocalipse, isto é, o fim do mundo, era considerado como um acontecimento iminente. Depois, à medida que os séculos passavam e nenhuma das desgraças que aconteciam às civilizações tinham massa crítica suficiente para serem consideradas apocalipses, os crentes foram abandonando o temor dessa ameaça. Contudo, as grandes catástrofes, naturais ou provocadas por homens, ganharam o adjectivo “apocalíptico”, geralmente com exagero. Ao mesmo tempo, a ideia de Apocalipse foi por assim dizer dessacralizada: o fim do mundo não seria um acto divino, mas sim humano.

 

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